sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estamos desnudos, sentados en el sofa,
con la televisión apagada,
y el aroma a café que viene de la cocina.
Todo es blanco y de un anaranjado claro, nuestras pieles y las sábanas.

Las sábanas huelen muy bien, las pieles limpias y secas.
El clima es perfecto, no hace frío, no hace calor,
Pero la mañana es muy blanca, y tus ojos están cerrados.

Podemos estar una eternidad mirándonos el uno al otro,
Admirándonos el uno al otro,
como si fuera una película que pasa entre nosotros,
la misma película el mismo tiempo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Frejat/Lenine/Arnaldo Antunes

Ela
chegou na casa dela
com a roupa dela
bebeu a água dela
com a boca dela
banhou o corpo dela
na banheira dela
dormiu na cama dela
com o cheiro dela
nela

E me ama e me ama e me ama e me ama

Ela
chegou na casa dela
com o olho dela
beijou a cara dela
com o espelho dela
secou a pele dela
com a toalha dela
dormiu na cama dela
com os peitos dela
nela

E me ama e me ama e me ama e me ama.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

BREATH!

"But since you been gone
I can breathe for the first time
I'm so movin' on, yeah, yeah
Thanks to you, now I get, I get what I want
Since you been gone

You had your chance, you blew it
Out of sight, out of mind
Shut your mouth, I just can't take it
Again and again and again and again..."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quiromancia

Você é muito inteligente, mas pode ser inábil ao lidar com os aspectos práticos da vida.
Terá muito sucesso, mesmo depois de uma luta atribulada. Não desista!
Tem uma mente forte, analítica e racional.
Suas uniões podem ser pouco duradouras.
É maduro emocionalmente, sabe o que deve esperar das pessoas e as aceita como são. Gosta de amar e ser amado.
Encontrará sua real vocação entre os 25 e 40 anos de idade.
Vive intensamente, mas pode ser negligente.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pelourinho, dia 10?

Mais que o desejo de comer morangos
Mais que o desejo de ver a aurora boreal
Você ativou meu desejo de aventuras
Você reviveu minha vontade de viver

Me fez ver a mágica das palavras novamente
Uniu de novo, corpo e mente
Minha mão agora voltou a se mexer
As palavras fluem como deveriam

Agora que a mente reativou
Preciso das sensações físicas
Tua conversa foi deveras afrodisíaca

Quero sentir teu cheiro de pele
Quero sentir teu gosto de boca
Quero teu corpo nu
E minha já conhecida intensidade louca

Quero provar sua angústia
Quero comer sua presença
Quero a febre que alimenta
Quero como se fosse uma DOENÇA

Quero o gosto salgado do teu suor
Para que me prove de onde vem tanta vitalidade
Quero a pressa, a urgência
A mais profunda vontade de estar profundamente em mim.

Marquês de Sade o escambau!

Nessas horas o que preciso é concentração, concentração na areia do meu copo, as coisas menos importantes. É nessa hora que eu vou prestar atenção no latido dos mais de oitenta cachorros do vizinho, no barulho que a geladeira faz, na conversa do porteiro, nas brigas do apartamento ao lado.
Porque só assim, elevando a alma e desviando a mente, que eu consigo meu amor próprio. Só assim que eu me convenço que apesar de você ser um dos sádicos mais cruéis que passaram na minha vida, eu não sou nem me permito ser masoquista, não mais.
Guarde seus contos, Marquês de Sade, para alguma fraca e submissa serviçal, no MEU MUNDO eu sou rainha, mais um deslize seu e:
- CORTEM AS CABEÇAS!

Atenciosamente, Rainha de Copas.
Ela assovia a musiquinha
O sol está branco
Seu vestido é verde forte
[e cor-de-rosa]

E quando ela para de ouvir
Aquela música doce
Involuntariamente, ela sorri

Passa um passarinho
Acompanha a melhodia
O cheiro vem forte da cozinha
- Alice, pequenina... comidinha!

Uma rapidinha...

São muitos pensamentos
Tantos que saem meados pela boca
E se perdem outros tantos
Num paralelo da mente

04/11/2008

Tentando se concentrar nas coisas que fazia, ela vira e mexe perde a atenção por causa da música que toca, do som dos tiros, do grito do jogador de futebol. Vã atitude a sua, pegar alguns livros e tentar acalmar a mente, ele não entende, ele é diferente, não adiantar explicar.
Espero que aguente!
CORAÇÃO E MENTE.

01/2009

Quando ela lembra dos dias que passava sozinha
Da vitalidade
Dos cigarros à escrivaninha
A saudade confunde seu coração

Um misto de vontade de voltar à podridão
Um misto que mistura com razão

São tantos medos e planos
Tantas vezes feitos e desfeitos
Que parece sempre tudo uma grande encenação
O que ela nunca deixou de amar a espera
A tantos quilômetros de terra
Que faz cansar o coração

Mas a espera é mútua
Será que ela sabe disso, então?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Nus.

Estamos nus, sentamos no sofá da sala, com a televisão desligada, e o cheiro de café vindo da cozinha. Tudo é branco e salmão, são nossas peles e os lençóis. Lençóis cheirosos, peles claras e secas. O clima está razoável, nem frio nem calor, mas a manhã está bem clarinha, bem branca, de deixar teus olhinhos apertados.
A gente consegue ficar uma eternidade sentados nos olhando, nos admirando, como que passando um filme dentro de nós, o mesmo ao mesmo tempo. Com a mesma trilha sonora que sabemos que é nossa.
E eu sinto de longe o gosto da sua boca, mais grossa na parte debaixo, cor de goiaba e quentinha. Eu sinto o gosto da tua pálpebra, eu sinto o gosto dos teus olhos verdes e cerrados. Eu sinto o gosto do teu cabelo castanho claro, ondulado, um pouco grosso, cortado curtinho, sempre um pouco bagunçado. Eu sinto o gosto da sua língua macia e lisa, gosto de uva, daquela uva, daquele vinho, daquela intensidade, daquele dia.
Sua cor é a medida certa para mim, é um branco cru, uma mistura perfeita com olhos, boca e cabelo. Seu braço branquinho, pequeno, macio, gostoso de sentir. Seu abraço carregado, pesado e sincero, que tanto faz falta aqui.
Eu ouço você falando baixinho no meu ouvido, sua incapacidade de soltar altos brados! Sua educação e preocupação com meu bem-estar.
E te vejo novamente deitado na sala, da primeira vez que te vi sem camisa, que eu mesma despi, que você suava, estava quente, estava como um filhotinho desgarrado, precisando de carinho, atenção e cuidados. Foi meu momento maternal, que selou cada sentimento posterior meu.

Você foi muito pra mim há muito tempo. Foi filho, pai, mãe, amigo, assassino, vítima, inimigo e amante em muitas outras vidas. Somos ligados há séculos, tenho certeza. E sempre acabamos por continuar tendo pendências de vida, para sempre voltarmos a nos encontrar. Hoje você é amante, amigo, pai e filho, cada um no seu momento de necessidade. Eu sou uma mãe orgulhosa e coruja, sou uma amante fiel e fervorosa, uma amiga apaixonada e uma filha acalantada. Você é tudo que se encaixa em mim, perfeitamente e em todos os aspectos. Somos sexo, alma e coração.

domingo, 12 de abril de 2009

O nascer do sol intenso

O sol da manhã é branco
Porque a noite leva todo o peso
E o dia traz a leveza

E é isso que acontece ao decorrer das horas
Tudo se amarela, como papéis velhos
Então a lua é uma fruta madura
É o sol amarelado do fim do expediente

Mas é branca porque tudo é um ciclo
E a noite é o momento mais perto do dia

E como sempre preciso fazer referência
A leveza é insustentável
Somos Alices no País das Maravilhas

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ó, Minh'alma

Minha percepção das coisas está mais clara. Estou mais ciente do que eu sinto e sou, de fato. Talvez ainda não tenha chegado à uma total compreensão do meu ser, mesmo porque eu acho isso bem difícil, mas a luz está um pouquinho mais acesa, agora.
Nunca fui de aquetar-me, nunca fui de reprimir ou mesmo esconder as coisas, mas certas coisas estão me levando a tomar essas atitudes. E não me sinto mal. O que é o mais importante, afinal. Estou em completa harmonia comigo e minhas idéias, a única coisa que não me é harmônica no momento são as idéias dos outros em relação a mim.
Não sei o que você espera de mim e o que o universo guarda, não sei das tuas expectativas, não sei nem das minhas, quando se trata de você. Maldita alma incompreensível, maldita seja essa inconstância que tanto nos persegue.

Ó, minh'alma. Porque me és tão distante, mas tão presente?

Ensaio sobre a vida!

...Mas era legal fingir, mesmo que só no meu mundo, que eu tinha renascido, que tudo que eu decidisse ser, eu poderia. Se eu quisesse ser Alice no País das Maravilhas, era só fechar os olhos e começar a ver lagartas com narguilé, cogumelos mágicos, coelhos atrasados ou um exército de cartas de baralho.
Para mim, todas as frustrações pelas quais eu já havia passado dependiam unicamente das minhas características (as reais, eu digo). E ser outra 'eu' era como uma chance de fazer a diferença. De poder ter o que eu sonhava e ainda não havia realizado. Parecia que, pra mim, se eu ainda não tinha realizado alguns sonhos sendo eu mesma, era porque eu precisava ser outro alguém pra me encaixar. O que acontece é que ser isso tudo, pra quem não é, é completamente o contrário, é como se anular, sabe? E no meio da pólvora, eu acabava me anulando e me decepcionando com o novo eu e... Mudando novamente!
Eu fiquei ali parada, de frente pro espelho, tentando reconhecer alguém diferente, mas eu não via nada além de mim, o que não era a coisa mais desejada naquele momento.

Oito ponto sete.

A gente conheceu um pouco
Um do outro
E se envolveu num estalo
Mais que um pouco
E foram mudanças, expectativas e planos
Nessas sete páginas passadas
[talvez alguns enganos]


E a gente cresceu e criou esse canto
Em ré, mi, fá, sol
Em cordas finas, talvez enferrujadas
Com notas doces e amargas

E no retrato da gente tem cor
Mais que um negativo guardado no armário
Fotocópia um do outro
Jogo dos sete erros, jogo de sete dias


O teu beijo tem o jeito doce de uma pessoa amável
E o gosto amargo
[de cigarro e incertezas]

Somos o paradoxo que nos basta
Aquela tão bem citada metamorfose ambulante
Que traz a intensidade como característica dominante

E a chuva caindo
Os morangos na parede branca
[no futuro dos meus planos]
E a primeira discussão e sua insegurança tímida
Tudo parece girar numa harmonia aparentemente surreal

O beijo não cabe mais na boca
O sopro acelera o ritmo
[sopro do pulmão e do coração]
É incontestável

Chama no gelo
Ciúme e zelo

Somos o que somos
E realmente se já em ti eu sou
Tu és em mim, então.

Máquina do tempo

de quem são aqueles olhinhos castanhos?
que brilham apontando para o céu?
e o cabelo fininho e bagunçado
do qual a presilha teima cair...

é a composição bela de um pequeno ser
alguém que pensa alto e sabe conjugar os verbos
mas lembra tanto das primeiras palavras erradas que aprendeu
e sabe que o mundo anda feroz
mas projeta seu presente
com a mente voltada um passo atrás

mantém sua mente inocente e viva
por meio de lembranças
busca a pureza dos pensamentos
e às vezes esquece que seus próprios não hão de ser tão puros
de lá pra frente

é a criança crescida que não se olha no espelho
talvez pela lição de que a ignorância te faz mais feliz
mas talvez apenas pela alegria em se fazer assim
ela sabe que se foi
mas não sabe se deixar ir

Helena...

"Você pode ter certeza de apenas uma coisa: 'Eu nunca vou te deixar...' - foi isso que você me disse no momento em que descobrimos que nos amávamos. Cada sorriso que eu dava era sincero e a esperança permanecera em meu coração, até os dias de hoje. Não dá pra acreditar que você não cumpriu sua promessa, não consigo aceitar que você me deixou. Eu só queria ouvir suas verdades, vê-la uma vez mais, para cumprir a minha promessa, que eu nunca te esqueceria... Mas os meses se passam e sua imagem me falha cada vez mais. A pior coisa que passa na minha mente é saber que vou esquecê-la, pois partiu sem me dizer adeus e não voltará! 'Helena, não sei se breve, mas ainda te encontrarei e quando esse dia chegar não vire seu rosto. Me encare com aquele olhar de sempre, pois mesmo que eu tenha esquecido seu rosto, seu olhar vai estar pra sempre na minha memória. E te encontrarei naquele parque, no pôr-do-sol, sentada na grama, mesmo que Deus tenha que espiritualizar minha memória aonde você está agora, me esperando...'

Nossas vidas são feitas de passagens, momentos e lembranças! As lembranças nós podemos escolher, momentos nós podemos aproveitar e as passagens são inevitáveis...

Elogio da Loucura

"Embora os homens costumem ferir a minha reputação e eu saiba muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais. (...) Sou filha do prazer e o amor livre presidiu ao meu nascimento."

Erasmo de Rotterdam

domingo, 3 de agosto de 2008

It's raining outside

It's raining outside
I'm crying inside

5 a.m in the dark
You like a cold fish with me
You're sleeping I'm thinking
You're turning your back to me
Here in my bed you're mad away from me
Here in my head you're never close to me

It's raining outside
I'm crying out loud

I run away by foot
Lost in the empty street
You are supposed to follow me
But you are too proud too do it
Here in my bed you're miles away from me
Here in my head you're never close to me
Come on... don't be mad I told you I need you
Come on... don't be sad I'm still in love with you

It's my fault, I'm sorry
Let me happy this fight
I apologize, would you hug me tonight?
Here in my bed you're miles away from me
Here in my head you're never close to me
Come on, don't be mad, I told you I need you
Come on, don't be sad, I'm still in love with you